quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saudade..............

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Papai e mamãe me levaram para conhecer o papai noel...eu estranhei o velhinho de barba branca e não parava quieto no colo dele...eu queria puxar sua barba....rss












Percebemos que o Natal se aproxima quando começamos a ver os enfeites comemorativos decorando casas e sacadas dos prédios. São muitas  luzinhas coloridas, árvores decoradas, neve de algodão e isopor em pleno verão e muitos papais-noéis pelas ruas. Confesso que fico fascinada com tanta beleza, percebo que as crianças então não cabem em si de contentamento e euforia, aguardando a chegada do grande dia. O alge acontece partir dos 2 anos onde os pequenos já começam a entender os significados do Natal e a espera pelo Papai Noel acaba sendo uma constante trazida pelos anos.

Esta crença é considerada super saudável pelos psicólogos, pois é nesta fase que as crianças começam a compreender que a fantasia é o primeiro passo para transformar um desejo em realidade.

Mesmo depois que a infância passa, a magia da época do Natal e a chegada do Papai-Noel são fatos que ficam marcados para sempre na memória e que influenciam, inclusive, na educação dos filhos quando o assunto é este. "lembro que na minha  infância meus pais nunca deixaram o Papai Noel passar em branco. Todos os anos eu esperava ansiosa pela chegada dele, que só vinha quando eu dormia.

A descoberta da não existência do Papai Noel acaba ocorrendo sozinha, conforme a criança vai crescendo e, se isso se desenvolver de maneira natural, ou seja, respeitando os limites da criança, esta situação só vem a ser benéfica para o seu desenvolvimento.

Os pais exercem um papel muito importante neste momento de transição da fantasia e realidade. Cabe a eles deixá-las livre para que elas se sintam seguras nesta mudança que ocorre de maneira natural .
Levar a lembrança do Papai Noel durante a vida é algo mais que comum entre os adultos. Eu acreditei  no bom velhinho até meus oito anos, mas aos poucos fui percebendo que eram os meus pais quem compravam o presente de Natal. Confesso que fiquei um pouco confusa e triste com isso, mas minha mãe me explicou direitinho sobre o verdadeiro sentido em comemorar o natal.
Acredito e aconselho que todos os pais devem cultivar esta fantasia, porque faz parte da magia e do encantamento da data. Além do fato de que, no mundo em que vivemos hoje,  muitas crianças já deixaram de ser apenas crianças e vivenciam violência e cobranças, por isso julgo  importante preservar um pouco da ingenuidade delas que ainda exista.
E estas fantasias são algo que a criança cria para si, porque ela necessita muito disso. Desde muito nova ela vai criando um mundo do seu jeito e conforme a vida vai acontecendo, vai encontrando as realidades. Esta fase de fantasia, no entanto, é algo que vamos levar por toda a vida, mas que na criança é mais manifesto. "Conforme vamos crescendo, vamos alternando o que fantasiamos, as crenças vão se modificando, mas elas ainda vão estar lá. Incentivar seu filho a viver intensamente cada etapa de sua vida é fundamental para que estas transições sejam o mais saudável possível.

As transformações da criança dependem muito do seu desenvolvimento dentro da família. Os pais são o seu suporte. Isso vale para a vida toda. E no que depender de nós o menino Pietro vai ter um suporte e um porto seguro e será respeitado enquanto criança que sonha.... e quando se tornar um adulto que realiza.

Sabina


Japonês...sabado a noite...que delicia.... mas mamãe...chega de fotos rsss



 chegaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa........de fotos rsss...

Mamãe me mimando muitoo...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Titio Joca....não fica triste....Deus sabe o que faz...e eu Pietro, Mamãe e Papai te amamos muitooooooooooo...........


Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.


A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.

Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.

Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.

Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.

Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".

Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.

E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:

Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.

E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.

Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.

Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:

Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.


Titio...não pudemos estar ai com vc.... mas nossos pensamentos não saem de vc....fica com Deus...final de semana vamos ai te dar aquele abraço!!!
Fica bem...




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Colinhos de avós....


 Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...









quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Depois que nos tornamos mães....fica muito mais facil entender as teorias dos grandes psicanalistas...se vc é mãe...leia...se ainda não é... leia e aprenda algumas formas de contribuir para o desenvolvimento de um pequeno ser .

(...Pois uma psicanálise não é uma investigação científica imparcial, mas uma medida terapêutica. Sua essência não é provar nada, mas simplesmente alterar alguma coisa(...)”
Sigmund Freud





Winnicott é um dos poucos psicanalistas que contribuíram com idéias originais. Chegou à Psicanálise a partir da Pediatria. Sua obra, tanto a teórica como a clínica, não se insere somente no campo pediátrico e psicanalítico. Ele teve a preocupação de escrever para profissionais de Educação, Assistência Social , Pediatria , Saúde Mental e também para os pais.

Seguiu os postulados de Freud e de M. Klein, ainda que se tenha separado desta última a partir de diferenças radicais na teoria. Todos os grandes conceitos winnicottianos, construídos a partir de 1945, fazem parte de um sistema de pensamento fundado na noção de relação: a mãe devotada comum, a mãe suficientemente boa, o jogo da espátula ou do rabisco ou ainda o falso e o verdadeiro self e o objeto transicional.



Winnicott deu primazia à evolução psíquica do ser humano durante a fase de dependência absoluta. Ele diz que nos primeiros seis meses de vida, aproximadamente, o bebê acha-se num estado de dependência do meio que é representado pela mãe ou por outra pessoa que exerça essa função. O bebê não tem conhecimento de seu estado de dependência e na sua mente ele e o meio são uma só coisa.



Winnicott tentou explicar como o indivíduo cresce, a partir da dependência absoluta, para uma forma de ser pessoal. Como de acordo com a sensação que tem o indivíduo de si mesmo, se converte numa pessoa comum e caracteristicamente única ao mesmo tempo, que o ambiente torna possível e facilita, no melhor dos casos.

Isto só será possível se o bebê tiver uma “mãe suficientemente boa” para oferecer-lhe uma adaptação ativa no início. Desta forma, ela evita submeter o bebê a situações além da sua capacidade de dar conta. Oferece fragmentos tão simplificados do mundo quanto é capaz de assimilar. Ao mesmo tempo, assegura condições ao bebê de ter, com o passar dos dias, uma vivência de continuar a existir, uma linha de vida dando condições ao bebê de sair desse estado rudimentar para um mais integrado.

Winnicott postulou que a mãe é quem apresenta o mundo à criança, mas em dose que a criança possa tomar, de tal maneira que o traumático termina sendo aquilo que a criança não pode compreender, ou não pode encontrar- lhe um sentido.



Na segunda fase da vida , aproximadamente dos 6 meses aos 2 anos, a criança pequena entra na fase de dependência relativa da mãe e dos substitutos parentais. Chama-se dependência relativa porque a criança se conscientiza de sua sujeição e, por conseguinte, tolera melhor as falhas da mãe, assim tornando- se capaz de tirar proveito delas para desenvolver- se.

Winnicott pronunciou uma famosa frase em 1964, dizendo que o “bebê não existe”. Ele queria dizer com isso que o bebê nunca existe por si só, mas sempre essencialmente como parte de uma relação. Se a mãe estiver incapaz, ausente ou, pelo contrário, demasiadamente intrusiva, a criança se arrisca à depressão ou à conduta anti-social como o roubo ou a mentira, que são maneiras de reencontrar, por compensação, uma “mãe suficientemente boa”.

Um dos conceitos fundamentais na obra de Winnicott é o conceito de Self. De difícil definição, refere-se a algo essencial de uma pessoa e está unido à sua vitalidade, a partir do emprego de suas tendências inatas. A adaptação precoce ao meio foi um dos perigos percebidos por Winnicott em relação ao self, que poderia vir a ser um passo para a constituição de um Falso Self. É fato que todo organismo tem que se adaptar ao meio, mas também deve saber diferenciar-se como modo de aumentar suas probabilidades de sobreviver. A mãe deve fornecer o necessário ao bebê e desta forma satisfazer todas as suas necessidades. Assim, o bebê poderá adaptar-se à realidade externa, apresentada gradualmente, devendo a mãe colocar limites a essa disponibilidade total, reduzindo-a aos poucos .

Outro conceito importante na obra de Winnicott diz respeito aos objetos e fenômenos transicionais. O autor denominou esta área de “espaço de ilusão”, onde a criança desenvolve atividades que são denominadas fenômenos transicionais; podem ou não incluir um objeto. Estas atividades só se tornam possíveis se houver maternagem suficientemente boa na fase crítica primitiva que possibilite uma continuidade no tempo emocional externo. Assim, o espaço transicional se constitui nesta área intermediária que propicia o alívio da tensão de relacionar a realidade interna com a externa. No decorrer desta fase a mãe suficientemente boa é aquela que sobrevive aos ataques agressivos da criança, possibilitando que esta faça um trabalho de reparação e restauração da mãe.

“ O melhor que uma mulher real pode fazer pelo filho é ser , no começo,suficientemente boa em termos sensíveis, de tal modo que, desde o início a criança possa ter a ilusão de que essa mãe suficientemente boa é o seio bom”. (Winnicott,1990)

Para que a criança possa penetrar no mundo e começar a tomar distância da mãe, precisa ter algo que lhe permita neutralizar o efeito paralisante e depressivo que significam as separações da mãe. O objeto transicional cumpre a função de controlar as ansiedades que lhe produz a separação da mãe. Neste espaço, a contribuição da criança e da mãe se torna possível através de um objeto ao qual se afeiçoa e que lhe serve de companhia ao ir dormir ou quando se sente ameaçada de perda; significa tanto a mãe que se ausenta quanto aquilo que dela permanece.

Assim, é esta condição de abertura, da possibilidade de contribuir com seu gesto e aceitar e acolher o gesto do outro, que se vai constituir o espaço do brincar. A esta condição Winnicott chama de um espaço potencial e é na sua constituição que se torna o brincar possível. Para Winnicott, o brincar é que é a terapia fundamental. Se a criança não tem condição de brincar, temos de capacitá-la para isso.

Entre as inovações técnicas de Winnicott figura a técnica do Jogo do Rabisco. O procedimento consistia em propor à criança uma brincadeira: começar a traçar um rabisco em um papel para que esta o completasse como quisesse, para em seguida inverter o processo. Esta técnica era usada para estabelecimento da comunicação emocional não-verbal com a criança. O prioritário é o brincar e desempenhar o papel que a criança necessita num dado momento tão crucial quanto da interpretação de suas angústias, conflitos e processos.

Quanto à agressividade, o autor em 1950, afirmou que “a agressividade é quase sinônimo de atividade. A agressão faz parte da expressão primitiva do amor”. Portanto, a agressividade é também considerada um produto da relação do indivíduo com o mundo externo.

Não se pode deixar de pontuar que a preocupação de Winnicott não era a inovação de técnicas e conceitos psicanalíticos, e sim a formulação e discussão de idéias que se originaram no seu trabalho clínico durante a sua experiência profissional. É inegável que, em seus escritos, a sua grande preocupação era com a realização integral do ser humano, que não pode ser afastada do ambiente de que o indivíduo faz parte. Para Winnicott a subjetividade é constituída não só pelo mundo interno, mas também pelo ambiente. Assim, oferecia aos seus analisandos um “ambiente especial”.







fonte: http://www.espacopsicanalitico.com.br/Winnicott.htm